A paz a todos!
Faço
uma especial saudação aos meus alunos e a meus colegas professores. Há muito
tempo tenho o desejo de poder contribuir no diálogo quanto à melhoria da
educação, na discussão das práticas de bons valores, de bons costumes e na
perspectiva de um futuro melhor.
A
profissão de Educador ou Professor é uma profissão muito nobre: é a única
profissão que tem um “pouco” de poder de tentar mudar o futuro para melhor ou
para piorá-lo!
As
principais negativas ou dificuldades da profissão de Educador ou Professor, de acordo,
com muitos colegas de profissão no país inteiro são:
a. A baixa remuneração dos
profissionais da educação;
b. A politicagem feita em
torno da educação: sempre motivo de promessas de melhorias estruturais e da
remuneração, mas nunca cumpridas estas promessas;
c. As ameaças constantes dos
governantes em eliminar direitos adquiridos, e em negar o pagamento gradual no
final do mês trabalho;
d. As sobrecargas acarretadas
por falso-positivos direitos de minorias, muitas vezes, barulhentas, desrespeitosas
e infelizes de suas escolhas que amordaçam os professores em sala de aula;
e. A diversidade de valores,
bons e ruins dos professores na atualidade;
f. A confusão gerada pelas
ideologias político-culturais acima de tudo, acima de todo bem, de toda pessoa;
g. O efeito da má falácia da
profissão – “ser professor hoje não vale à pena” é a formação de poucos
professores novos. Isto é preocupante, pois temos a tendência de termos cada
vez mais uma sociedade alienada à corrupção, ao “jeitinho brasileiro” e aos
maus valores. Não basta ser Professor simplesmente, ter um diploma
que diga que é um Professor – a nossa tarefa enquanto professor está mais em
ser exemplo ou modelo, ter atitudes, ser gerador ou transformador de bons valores,
e ter uma opinião formada sobre os vários aspectos da vida, apesar das
dificuldades do dia-a-dia.
h. A estrutura escolar ruim:
Salas de informática com aparelhos, diga-se sucateados e sem técnicos
disponíveis para auxiliar, internet de péssima qualidade, os multimeios
didáticos tecnológicos quase nunca funcionam ou estão estragados ou no conserto,
laboratórios inexistem, ou não é possível usar porque não existem os materiais
necessários. Aqueles que trabalham acabam trabalhando com resíduos, lixos,
sucatas e coisas reaproveitáveis. Corre-se o risco de perder-se a técnica.
i. Professores com pouca
qualificação: A realidade financeira dos professores não lhes permite pagarem
pós-graduações, mestrados e doutorados tão facilmente. O plano de carreira não
valoriza satisfatoriamente todo este aperfeiçoamento, o que acaba desanimando
os profissionais da área.
j. Alta carga horária de
trabalho para poder ter um salário que possibilite sobreviver. Sobrecarga de
trabalho em casa: além das atividades normais do lar de da família, temos a preparação
de aulas, correções de trabalhos e avaliações.
k. Reuniões pedagógicas: Em
muitas escolas, chega-se a fazer reuniões pedagógicas semanais para discutir
problemas, a fim de tentar estimular ou para fomentar a melhora da formação dos
professores. Para a maioria dos professores isto acaba em descrédito, pois
todos conhecem os problemas reais da profissão de Educador ou Professor, e isto
não melhora e nem resolve a condição dos docentes, sendo mais um compromisso de
sua pesada carga horária de trabalho. As Direções de escolas tem
que lembrar que os professores tem suas famílias e seus lares para atender
também. Falta bom senso!
l. É uma das poucas
profissões que quando o profissional se aposenta dá adeus ao ambiente de
trabalho dando graças à Deus.
Isto
tudo acaba criando um monopólio de ideologias de exploração e o favorecimento
da submissão cultural de interesse do poder de esquerda dominante no país,
principalmente o Marxismo cultural (lembrando que atualmente não temos uma
Direita atuante, todos os partidos comungam das mesmas ideologias e juntos compartilham
o poder, e, ainda mais nestes tempos, onde a corrupção generalizou-se, sugam o
povo, suprindo só os interesses próprios destes políticos atuais).
A
participação de instituições neste conglomerado que comungam das mesmas
ideologias destes partidos políticos, sendo a maioria sustentadas com dinheiro
público, como ONGs e outras entidades e fundações, um estado pesado, com muita
gente para sustentar, sem serviços de qualidade.
E
por isto, o Estado acaba deixando de cumprir com suas reais obrigações: Infraestrutura,
saúde de qualidade, educação de qualidade, trabalho e renda para todos os de
boa vontade, e, ainda, segurança eficaz.
Salas
de professores, além de propiciar os momentos de uma breve parada para reanimar
as forças, descanso, um cafezinho, se tornam ambientes carregados e quase
inóspitos, onde os que se identificam com ideias contrárias à ideologia
predominante obrigam-se a calar para não arrumar confusão entre colegas e Direções
de escolas.
A
profissão “Professor” também é uma das que mais apresenta rivalidades: umas no
sentido bom da palavra, que faz com que alguns repensem e melhorem suas
atuações e métodos; e outras, no sentido destrutivo, algumas situações se
agravam e tomam dimensões bem complicadas, desde as famosas rixas e intrigas,
até, em muitos casos, acabam em agressões verbais ou físicas, esta última num
último caso.
Muitos
alunos sabedores destas discrepâncias e discórdias entre os docentes
aproveitam-se para “ganharem pontos” e auxílios, falando mal de outros
professores, jogando um professor contra o outro. E nestes tempos, a ética,
como todos sabem, vai muito mal!
O
contexto sociocultural do Brasil, onde impera a expressão: “Não dá nada!”
Impera
uma “ditadura do quem pode mais chora menos”, “cada um para si e Deus para si”,
ou seja uma sociedade individualista e materialista.
Discrepâncias
sociais e de valores das famílias atuais, e, principalmente dos alunos
complicam a atuação em sala de aula, por falta de apoio dos pais aos alunos, os
pais não acompanham o que os alunos estão aprendendo na escola. Que filmes
estão vendo? Que tipos de trabalhos elaboram? Que assuntos transversais estão
sendo trabalhados? A formação que eu como pai ou mãe dei em casa está sendo
respeitada? Conheço um pouco dos professores que trabalham com meus filhos? Os
tempos atuais exigem melhor acompanhamento dos pais na escola, os pais devem
exigir a lista de conteúdos programados, os filmes, os trabalhos que serão
realizados, e interferir quando algo está errado.
Vivemos
um dia-a-dia de contra-valores: a maioria dos alunos tem aparelhos de celulares,
alguns de origem duvidosa, como do resultado de furtos, outros que compram
corretamente em lojas oficiais, custam de R$ 500,00 à R$ 3.000,00, mas dizem
não ter um computador para fazer um trabalho escolar em casa. Não é
interessante para estes alunos a aprendizagem, o que importa é ter o
certificado e um alto salário, e de preferência rapidamente.
Atualmente,
os alunos acham que com o certificado em mãos vão encontrar empregos que paguem
altos salários, sem muito esforço e de imediato. Como agravante há professores,
principalmente de cursos técnicos, ou até do ensino regular que dizem ganhar
altos salários facilmente (salários acima de R$ 2.500,00). Não explicam que
isto levou tempo de serviço e investimentos na profissão. A realidade na indústria
e no comércio nos diz o contrário do que estes predicadores comentam, e faz
tempo!
A
educação tornou-se um comércio de ilusões, e já não serve adequadamente a grande massa
populacional. Os serviços prestados pela grande maioria de profissionais, nas
diversas áreas de formação, são ruins. O atendimento e o tratamento são ruins, a
solução fornecida é ruim, em muitos casos não resolve o problema. A falta de
compromisso é horrível: tudo tem que ter contrato nos mínimos detalhes, e ainda
acaba-se por não haver o cumprimento desses contratos, ou seja, você acaba sem
o serviço e pagando caro ainda. O desserviço sai caro à população
brasileira.
Temos
uma sociedade de direito, mas esqueceram do exemplo, que é imprescindível cumprir
com os deveres individuais e os de ordem coletiva, e vê-se na prática, que não
é interessante cumprir os deveres: dá trabalho, "não há prêmios" e não há vontade para isto!
Precisamos
de pessoas que gostam de desafios: ser Educador ou Professor é muito desafiante
atualmente. Sejam bem vindos!
Estas
palavras fomentam a discussão sobre a educação atual, não são definitivas e
podem ser mudadas com a prática honesta de toda a sociedade.
Uma
boa semana de trabalho e estudos a todos!